André Monteiro
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  Implantes de silicone parecem estar com os dias contatos

 

(Esta matéria foi escrita originalmente para o site Closet on line, no qual sou colaborador. A pauta foi sugerida pelas editoras Carla Palmieri e Cecília Lima).

Há várias possíveis utilizações de células tronco para uso médico, Agora a cirurgia cosmética mais popular: o aumento dos seios com uso de silicone, pode estar com os dias contados.

As objeções quanto ao uso de células tronco embrionárias na reconstrução de órgãos e tecidos podem cair por terra se os testes clínicos para uma nova cepa de células tronco derivadas de gordura proveniente de liposucção conseguirem a aprovação da FDA. E caso isto se torne realidade, com certeza a intervenção cirúrgica para aumento dos seios será a mais procurada. O aumento de seios já é a cirurgia plástica mais comum nos EUA, com faturamento anual girando em torno de US$ 1 bilhão em 2009.

A experimentação com órgãos não vitais é mais segura e condicionada a menos limitações e regulamentações. Por exemplo  os testes com órgãos vitais como o coração, por exemplo, é muito mais restrito. Além disso a aprovação do FDA não é necessário para células que são removidas e retornam à mesma pessoa em um único procedimento.

Testes em humanos revelaram que as tais células retiradas do tecido adiposo podem, com sucesso, tratar uma gama imensa de falhas corporais, inclusive melhorar a capacidade aeróbica em pessoas com doenças coronárias, aumentando o fornecimento de sangue e a capacidade de bombear sangue nos sobreviventes de ataques cardíacos e diminuindo a incontinência em sobreviventes de prostatectomia em até 89% Em estudos com ratos, estas mesmas células melhoraram as funções dos rins. Em relação ao aumento dos seios ( e novo crescimento deste órgãos em caso de pacientes recobrando-se de mastectomias, e outros procedimentos relacionados a estes órgãos) tem sido promissores. A partir do momento que os tecidos induzem a formação de veias de sangue, as células regenerativas ligam o suprimento de sangue às células de gordura que ‘viajam’ com elas, apresentando um risco muito menor de reabsorção do que com a injeção de apenas células tronco.

Em 2007, um cirurgião plástico no Japão começou um estudo e relatou que pacientes injetadas com uma solução de gordura proveniente de células tronco tiveram um crescimento de 4 centímetros, em média, em relação a circunferência dos seios. Além disso os tecidos permaneceram macios e naturais.

Se a empresa de biotecnologia com sede em San Diego, a Cytori Therapeutics que desenvolveu o sistema de centrifugação conseguir a aprovação da FDA para testes clínicos, ela poderá  se tornar a pioneira da indústria médica regenerativa, mas antes disso terão que se preocupar em atender o enorme mercado de mulheres querendo trocar as gordurinhas indesejáveis por bustos maiores e mais bem torneados.

 





Escrito por - written by André Monteiro às 16h09
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